Você tem ouvido cada vez mais o termo “Indústria 4.0″ ou  ” 4ª Revolução Industrial”? Certamente se sua resposta for sim, você também deve ter ouvido falar sobre os impactos que essa Revolução pode trazer aos negócios. Pois bem, o objetivo desse artigo é desmistificar de uma maneira simples este assunto e também falar um pouco sobre os impactos da Indústria 4.0 no mercado em geral e também nas pessoas.

Mas afinal, o que é Indústria 4.0 ou 4ª Revolução Industrial?

Existem diversas definições para estes termos e aqui, vamos explicar mesclando algumas delas e exemplificando em uma linha do tempo.

Na verdade, o site do Governo sobre Indústria 4.0 tem muitas informações bem interessantes e nós recomendamos o acesso e a leitura.

E para explicarmos a Indústria 4.0, adicionamos a linha do tempo abaixo, desde a primeira Revolução Industrial, destacando os principais avanços e pilares de cada uma delas.

Linha do Tempo Revolução Industrial

De maneira geral, a Indústria 4.0 aparece nos anos 2000 com o surgimento da Inteligência Artificial e da Internet das Coisas – IOT (responsável por conectar máquinas a internet). Nesse período, a digitalização ocorreu fortemente nos processo industriais, porém, oficialmente, este nome foi utilizado pela primeira vez, no evento Hannover Messe de 2012 (um dos principais em tecnologia para a indústria, realizado na Alemanha).  Os alemães são os pioneiros no assunto.

De maneira geral, a Indústria 4.0 traz como proposta conectar máquinas, sistemas e ativos em redes inteligentes capazes de controlar toda a cadeia de produção de maneira autônoma. Colocando em palavras mais simples: podemos esperar fábricas capazes de operar de forma totalmente independente.

Obviamente, a tecnologia é o grande pilar para viabilizar a indústria 4.0 e podemos listar, as 5 principais tecnologias envolvidas nesse processo:

Manufatura aditiva

A manufatura aditiva, também conhecida como impressão 3D, consiste na adição gradual de materiais para formar as peças, constituindo uma montagem, com o mínimo desperdício de material e possibilidades de modelagens praticamente infinitas.

Inteligência Artificial

Um dos principais pilares da automatização, a Inteligência Artificial, consiste na criação de softwares capazes de simular a capacidade humana para lidar com dados, e tomar decisões no intuito de automatizar veículos, máquinas e outros dispositivos (robôs).

Internet das Coisas – IOT

A extensão da internet (uma grande rede de computadores interconectados) afim de conectar também acessórios, ferramentas, máquinas e até fábricas inteiras. Dessa forma é possível a troca de dados com estes dispositivos em tempo real, bem como a gestão dos processos e o comando remoto da operação.

Sistemas ciberfísicos

Os sistemas ciberfísicos consistem na utilização de um “clone virtual” de todos os objetos/processos físicos de uma indústria para que o controle das máquinas seja executado a partir de qualquer plataforma digital.

Biologia sintética

São as inovações nas áreas de química, física e biologia voltadas para a criação de enzimas, células, circuitos genéticos e redesenho de sistemas biológicos existentes.

A SynBio, como também é chamada, já gerou discussões sobre as possíveis implicações da manipulação e criação de novos organismos, um avanço que ainda encontra barreiras culturais e políticas em vários países.

Alguns autores, incluindo o renomado PhD, professor e consultor Philip Kotler, definem 5 princípios para a implementação da Indústria 4.0. São eles:

  1. Operação em tempo real

Controle em tempo real da Operação tornando as unidades fabris mais flexíveis e responsivas ao momento comercial (aumentar, diminuir a produção, por exemplo, através de comandos). Este conceito é opositor a maneira como as indústrias antigas trabalhavam, onde havia uma grande demora para se modificar qualquer tipo de processo.

  1. Virtualização

Os sensores espalhados pela planta fornecem todos os dados necessários para modelagem virtual dos processos, possibilitando maior assertividade na tomada de decisão, em qualquer tipo de situação durante o processo fabril. Aqui existe um enorme ganho na detecção de falhas e na predição.

  1. Descentralização

A comunicação entre sistema de controle e máquinas se torna uma via de duas mãos. Tanto os sistemas ciberfísicos (que integram entidades físicas com arquiteturas computacionais) poderão enviar comandos, como também o próprio maquinários será capaz de gerar seus próprios dados.

  1. Orientação a serviços

Foco em virtualização da estrutura operacional das indústrias, através de softwares programados para tomarem decisões instantâneas de acordo com as necessidades da produção.  Redução de desperdício, dimensionamento assertivo de recursos e integração com outras bases de dados são os principais ganhos aqui.

  1. Modularidade

Tornar a produção capaz de produzir produtos acabados (ou partes deles) através de tomadas de decisão em tempo real, baseadas em dados.

Agora que já temos o conceito de Indústria 4.0 bem explorado, podemos falar sobre os impactos que essa Revolução deve gerar.

Vale antes, lembrar que o Brasil ainda não está no topo do ranking de países prontos para a Indústria 4.0. Ainda estamos muito atrás em termos de tecnologia, que exige altos investimentos para adequação das fábricas, porem, com a retomada do crescimento econômico, os investimentos nesse setor vem crescendo ano após ano.

Para as empresas, a maioria dos impactos é benéfica e podemos destacar, principalmente:

Qualidade

Processos transparentes, eficazes e eficientes;

Coleta de dados em tempo real, bem como tomada de decisão;

Reação rápida para responder:

  • Ao mercado
  • Aos clientes
  • A possíveis problemas

Rentabilidade

Redução de custos (falhas, logística, manutenção);

Aumento do tempo:

  • Operacional;
  • Ciclo produtivo;
  • Vida útil do equipamento.

Mas existe algum tipo de impacto negativo?

Infelizmente, sim. Nas pessoas!

Estar preparado para lidar com este cenário já exige uma capacitação e domínio de várias tecnologias dos profissionais de fábricas, ou mesmo, de outros nichos utilizando IoT, e IA, por exemplo. Este tipo de trabalhador deverá estar em constante atualização para ter sucesso e carreira duradoura nesse mercado, que é extremamente promissor e competitivo.

O fato é que existem profissões que ainda nem foram inventadas e surgirão devido as novas demandas que a Indústria 4.0 deverá proporcionar ao longo dos anos. Ponto positivo!

E a contrapartida é o desaparecimento e a extinção de alguns empregos desempenhados pelo homem e que já passam a ser (melhor) desempenhados por robôs. A competição no mercado de trabalho vem se acirrando por conta desse tema.

E a Indústria 4.0 somente se aplica a uma fábrica?

 Se você ficou curioso para saber essa resposta, não deixe de acompanhar o blog da Quebeck!

Traremos um artigo inteiro dedicado a este assunto. Até mais!

 

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