Continuando nossa série de artigos sobre tecnologia “hands free” voltada para o setor de manutenção, hoje vamos falar sobre o meio de transporte que é considerado por muitos, o mais seguro do mundo: o avião. Falaremos sobre os desafios e custos envolvidos e sobre como a tecnologia é fundamental para o processo.

Ao mesmo tempo que aviões são considerados um meio muito seguro, acidentes envolvendo aeronaves invariavelmente são fatais, o que adiciona uma forte pressão ao setor de manutenção para que trabalhe seus indicadores atendendo ao padrão “world class”- 6 sigma. No Brasil, o órgão responsável pela fiscalização é a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil. Todo o plano de manutenção preventiva emitido pelo fabricante, deve ser aprovado pela ANAC.

E como funciona?

Os donos de aeronaves devem seguir o manual preparado pelo fabricante e respeitar a periodicidade das manutenções. Além das preventivas (programadas com antecedência), existem também as manutenções de check, que ocorrem após determinado tempo de utilização da aeronave (horas de voo):

Check A

  • Ocorre a cada 200 a 300 ciclos da aeronave (um ciclo = uma decolagem + um pouso) – é uma inspeção básica e similar a uma revisão simples de veículo;

Check B

  • Em aeronaves comerciais de grande porte, ocorre a cada 3 meses e envolve um tempo maior de parada, não podendo ser realizada entre um ciclo e outro (numa noite estacionada esperando o próximo voo, por exemplo);

Check C

  • Ocorre a cada 6 a 12 meses, é similar a uma revisão completa de veículo, feita nas concessionárias – o avião fica parado no hangar de uma a duas semanas e uma manutenção completa é realizada em todos os componentes, incluindo fuselagem, e toda a parte elétrica;

Check D

  • Ocorre a cada 5 anos – a aeronave é desmontada para recuperação de toda sua estrutura, incluindo pintura e interiores. O avião chega a ficar parado por até 40 dias.

Há ainda as manutenções não programadas, decorrentes de fatos imprevisíveis, como pássaros que colidem com a turbinas, ou avarias nos pneus, mas essas são feitas no próprio local de pouso e levam somente algumas horas.

E quais são os desafios?

Os principais desafios são o nível alto de qualidade que é exigido ao mesmo tempo que os custos devem ser reduzidos ao máximo, visto esse tipo de operação exigir um orçamento alto para mão de obra, peças, ferramentas, instrumentos de testes e serviços. O profissional de manutenção é qualificado através de capacitação especializada em aeronaves.

Para ilustrar melhor o desafio, vamos utilizar as imagens abaixo:

O que as imagens têm em comum?

Os pontos sendo reparados são de difícil acesso e exigem que os mecânicos utilizem as duas mãos.

Aqui entra a tecnologia para ajudar!

HMT-1 da RealWear é um dispositivo “wearable”, em formato de óculos, que roda Android. Ele possui uma tela de 7” emulada através da tecnologia de Realidade Aumentada, que funciona muito bem, seja sob a forte luz do sol, seja em dias nublados, câmera com capacidade para leitura de código de barras, gravação de vídeo, fones de ouvido e alto falante com viva-voz, microfone, GPS, Wi-Fi, Bluetooth e bateria com autonomia de até 10 horas. Além disso, ele possui embarcadas aplicações de navegação por comandos de voz através de documentos (word, pdf, etc) e media player para conteúdos em áudio e vídeo.

O HMT-1 também é compatível com o Microsoft Teams e até tem uma versão própria do software para operação através de comandos de voz, o que permite que um engenheiro em outro país seja acionado durante a manutenção, entre na sala virtual e tenha a visão do mecânico em tempo real, em sua tela do computador, para poder auxiliá-lo durante o processo e até compartilhar materiais através do repositório de arquivos, como plantas e esquemas elétricos. A rotina de manutenção poderia ainda ser gravada em vídeo para consultas posteriores e, ao final, um check-list poderia ser preenchido por comandos de voz (já existem aplicações capazes). Vale ressaltar que o Microsoft Teams é uma solução à parte, que deve ter licença contratada.

Neste vídeo temos uma demonstração prática do Microsoft Teams no HMT-1:

Estes recursos permitem que os profissionais utilizem as duas mãos durante a execução de suas atividades e consultem manuais, que antes só poderiam ser consultados através de arquivos impressos, ou através da tela do computador, o que demanda muito tempo de deslocamento do ponto de manutenção até a bancada do computador.

Outro grande ponto é que este mesmo fluxo pode ser utilizado para treinamentos!

A redução de custos é considerável, pois o profissional não se deslocar (muitas vezes de outro país) para aplicar um treinamento presencial. Além disso, o retrabalho e as horas extras também tendem à redução, pois parte do processo que ocorre após a manutenção, agora é realizada no mesmo momento.

Uma solução alternativa para acesso remoto ao RealWear HMT-1 é o Team Viewer. Ele permite que os óculos tenham o sistema operacional acessado em modo de controle remoto e o prestador de suporte pode auxiliar no processo com mais interação e agilidade.

Neste vídeo temos uma demonstração prática do Team Viewer Pilot no HMT-1:

HMT-1 da RealWear também é compatível com EPIs, como por exemplo o capacete. Isso garante a segurança até mesmo nos ambientes mais agressivos, pois também existe uma versão intrinsicamente segura – HMT-1Z1 para uso em áreas classificadas como Zona 1. Essa versão já vem acoplada ao capacete. 

Deixamos ainda, nossa playlist com todos os vídeos sobre o dispositivo e também, outros artigos falando do RealWear HMT-1.

Vídeos

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